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Todos os passos da fertilização in vitro

A medicina tem evoluído grandemente ao longo dos anos, e tem nos proporcionado curas de doenças antes incuráveis, vacinas para prevenção de grandes males, assim como a reversão de quadros antes irreversíveis, como é o caso da infertilidade.

Existiu um tempo que um casal em que um dos parceiros ou ambos fossem inférteis, a possibilidade de formar uma família, era apenas a adoção, que apesar de ser uma solução linda e perfeita, nem sempre preenche o espaço e o desejo de gerar uma criança.

Mas, enfim a ciência evoluiu e estamos aqui hoje, em pleno século XXI com as melhores e mais modernas técnicas de reprodução humana assistida.

Uma das mais conhecidas é a fertilização in vitro, que você também pode conhecer como FIV. Esse método tem sido bastante utilizado em casos de infertilidade, devido a sua alta taxa de eficácia.

Quando realizar a fertilização in vitro?

A fertilização in vitro é indicado para casais que estão realizando tentativas a mais de um ano após os 35 anos, além de:

  • Casais que tenham realizado tratamentos de fertilização, ou até mesmo inseminação artificial sem sucesso;
  • Mulheres que não possuem possibilidade de fecundação natural ou por inseminação, devido a ausência das trompas ou lesões tubárias;
  • Pacientes com endometriose profunda;
  • Número limitado de óvulos;
  • Infertilidade masculina de alto grau.

Como ocorre a fertilização in vitro?

Diferente da inseminação artificial em que a fecundação ocorre dentro do útero da mulher, a fecundação na fertilização in vitro ocorre em laboratório.

Os óvulos e espermatozoides são colhidos e fecundados em laboratório para que ocorra a observação adequada que garantirá o desenvolvimento correto dos embriões, para que na sequência possam ser transferidos ao útero e assim, iniciar o processo de gravidez.

Para ficar mais claro todo o processo, confira abaixo o funcionamento de cada etapa:

Estímulo Ovariano

Esse processo é necessário para que ocorra a produção de um número maior de óvulos, parte extremamente importante, já que nem todos os óvulos fecundados estarão aptos para serem implantados no útero, sendo escolhidos apenas aqueles que apresentem as melhores condições.

Durante o processo de estímulo ovariano da fertilização in vitro, a mulher recebe medicações e hormônios, com o acompanhamento da evolução dos folículos através de ultrassonografias e exames

Punção

Quando o especialista comprova através da ultrassonografia que os folículos estão no tamanho adequado, e que existe um número adequado de óvulos o médico realizará a programação da punção folicular, que ocorre após as 36hs que a mulher recebe a injeção de hCG que induzirá a maturação dos óvulos, como ocorre durante o ciclo natural.

Passada as 36hs, é realizada a Punção, em uma sala de operações com anestesia, para total segurança da paciente, e para garantir que não ocorra desconforto durante o processo, que pode durar em torno de 15 minutos.

Fecundação dos óvulos

Após a coleta dos óvulos maduros, chega o momento da reparação dos espermatozoides que são colhidos através de masturbação no mesmo dia. Com óvulos e espermatozoides colhidos é realizado o processo de fertilização no laboratório.

Período de cultivo

Trata-se do período em que os óvulos fecundados são observados para classificação do seu desenvolvimento, onde serão identificadas as falhas presentes e identificação dos melhores que serão utilizados.

Existem embriões que bloqueiam seu desenvolvimento através de falhas naturais do processo de divisão celular.

Existem casos em que é realizada a biópsia do embrião para que possa ser feito o estudo de algumas células, e assim identificar riscos de alterações genéticas que podem comprometer seu desenvolvimento e até mesmo a saúde do embrião.

Transferência

Após identificado os melhores embriões é feita a introdução desses no útero materno. Trata-se de um procedimento simples, rápido e indolor, não sendo necessária a utilização de anestesia.

Após a transferência do embrião, aguarda-se o período de 7 a 12 dias para realização do exame de gravidez.

Os embriões restantes que apresentarem uma boa qualidade são vitrificados, para que em um novo tratamento não exista a necessidade de estimulação ovariana, tornando o processo mais rápido e cômodo.

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