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Corrimento vaginal: causas, sintomas e tratamento

Corrimento vaginalcorrimento vaginal é a secreção volumosa, fétida e amarelada de fluidos pela vagina. Essa condição traz diversos sintomas desagradáveis para a mulher, tais como coceira e ardência na região genital. Além disso, o corrimento às vezes é tanto a ponto de umedecer não só as roupas íntimas, mas também a veste externa (calça, saia, shorts…), podendo ser bastante constrangedor.

Neste artigo, traremos mais detalhes a respeito dessa condição, tais como suas causas, sintomas e tratamento. Para começar, vamos entender melhor o que é o corrimento vaginal.

O que é corrimento vaginal?

O fluido secretado pela vagina é perfeitamente normal. Ele serve para proteger e lubrificar as paredes do canal vaginal, mantendo-o úmido e facilitando o ato sexual com penetração. A secreção vaginal normalmente apresenta uma cor clara, possui uma viscosidade que varia conforme o ciclo menstrual e é inodora. Esse fluido, quando em contato com o ar, pode adquirir uma coloração amarelada, o que não indica infecção. A secreção vaginal naturalmente suja a roupa íntima quando produzida em maior quantidade, como quando a mulher se sente excitada.

A produção avolumada desse fluido, porém, com odor malcheiroso, consistência de pus e coloração esverdeada, é sinal de corrimento vaginal. Além do desconforto proporcionado pela umidade na calcinha, o corrimento gera alguns sintomas desagradáveis, que serão abordados mais para frente. No próximo tópico, explanaremos melhor o porquê do surgimento do corrimento vaginal.

Causas do corrimento vaginal

As principais causas do corrimento vaginal são as seguintes:

  1. Infecções: 

    O corrimento vaginal pode surgir devido a infecções diversas, tais como candidíase (infecção fúngica comum em pacientes com AIDS), tricomoníase (DST causada por protozoário), clamídia (DST causada por bactéria), HPV (DST causada por vírus), gonorreia (DST causada por bactéria), entre outras.

  2. Maus hábitos de higiene: 

    A higiene íntima é essencial para evitar casos de corrimento vaginal, o qual pode surgir, por exemplo, se a pessoa, ao ir ao banheiro, limpar-se de trás para frente. É importante, portanto, tomar o cuidado de sempre limpar de frente para trás e, se possível, depois de evacuar, sempre lavar a região anal. Banhos escassos também podem ser motivo do surgimento da condição.

  3. Sexo sem proteção: 

    O ato sexual sem proteção, além de oferecer o risco da contração de alguma DST citada no item 1, também pode fazer com que o pH da vagina se altere, visto que o sêmen tem caráter básico, com pH de aproximadamente 8, o que nos leva ao item 4.

  4. Alcalinização da vagina: 

    A vagina em seu estado normal possui caráter ácido, com um pH que varia entre 3,8 e 4,2. O uso excessivo de alguns produtos básicos, o contato frequente com o sêmen de diferentes parceiros ou, paradoxalmente, o próprio látex dos preservativos pode desequilibrar o pH vaginal e torna-lo mais alcalino (básico), chegando a valores superiores a 4,5. Essa alcalinização também pode ser a causa do corrimento vaginal.

  5. Alergias: 

    Muitas mulheres podem desenvolver reações alérgicas a determinados produtos de higiene íntima, tais como sabão e perfumes. Até o próprio tecido da calcinha pode provocar alergias. Duchas vaginais também são extremamente irritantes, extinguindo a flora de lactobacilos presente naturalmente no canal, a qual tem um papel fundamental na proteção contra as bactérias.

  6. Problemas dermatológicos: 

    Problemas de pele na região genital também podem causar corrimento vaginal. A psoríase genital é um exemplo comum. Ela provoca, principalmente em mulheres acima do peso, coceira intensa, irritação na pele e corrimento vaginal.

Quais os principais sintomas do corrimento vaginal?

  1. Ardência e coceira na região genital;

  2. Dor na região da pélvis;

  3. Dor durante o ato sexual;

  4. Ardência ao urinar.

Tratamento e medicamentos

O tratamento do corrimento vaginal se dá através da administração de medicamentos em gel ou creme na região genital. Além disso, dependendo do problema apresentado, o médico poderá receitar também medicação oral. Antes de qualquer coisa, porém, é importante que a mulher cultive melhores hábitos de higiene, diminua o número de parceiros sexuais e a frequência do ato, além de usar sempre camisinha, e, obviamente, se for esse o caso, substitua o uso de produtos alérgenos por outros menos agressivos.

Quanto aos medicamentos mais utilizados para tratamento do corrimento vaginal, temos o Metronidazol (para tratamento da tricomoníase), o Albocresil (para tratamento das infecções vaginais), o Clocef (para tratamento de infecções ginecológicas causadas por bactérias) e o Colpistatin (para tratamento de tricomoníase, candidíase e infecções bacterianas em geral).

Como vimos, a produção do fluido lubrificante da vagina é normal e saudável, no entanto, quando a mulher apresenta corrimento vaginal, a secreção desse fluido torna-se abundante e o mesmo passa a apresentar um odor desagradável, coloração diferente e uma aparência de pus. Além disso, são experimentados vários sintomas desagradáveis. A não ser que o motivo da condição seja uma DST, o tratamento não é tão complicado, bastando a aplicação de medicamentos específicos na região genital, com eventual uso de medicação oral.

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Um Comentário

  1. muito top seu artigo valeu pelas dica super recomendo fonte abraço

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