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Esclerose múltipla (EM) – Tudo sobre esta doença devastadora.

Conhecida também pelo acrônimo “EM”, a esclerose múltipla é uma das doenças do grupo de doenças crônicas, neurológicas e autoimune, o que significa este último que as próprias células que deveriam defender o organismo, começam a atacar o sistema central nervoso, o que leva a acarretar inúmeros problemas e complicações, causando danos à saúde do corpo mas principalmente do cérebro e medula de quem porta essa doença.

Para um melhor entendimento vamos aos sintomas da esclerose múltipla.

Sintomas da esclerose múltipla.

Esclerose múltipla (EM)

Atualmente existem muitos cientistas produzindo diversos tipos de estudos para tentar descobrir a verdadeira origem da doença, que continua desconhecida.

O principal ponto positivo dessa notícia é que ao continuarem os estudos sobre novos tratamentos para esclerose múltipla novas técnicas aparecem, assim, se um paciente que vive com a doença começar a se tratar com essas técnicas, ele conseguirá atrasar os danos e sintomas causados pela esclerose múltipla ao ponto de ter uma vida normal por muito tempo.

Primeiro vamos aos sintomas e depois ao tratamento.

Os sintomas da esclerose múltipla são:

  • Problemas emocionais, são eles:

Sintomas de depressão, ansiedade, mudança de humor, transtorno bipolar e aumentado na irritabilidade são os problemas emocionais que podem aparecer nos pacientes que têm essa doença.

  • Problemas cognitivos, são eles:

Processamento da memória, pois quem sofre de esclerose múltipla leva mais tempo para memorizar o que devem fazer e consequentemente a lenteza na execução de tarefas também se tornam um problema.

  • A espasticidade:

A espasticidade acontece quando há uma rigidez na hora que movimenta-se um membro, normalmente os membros inferiores acusam esse sintoma primeiro. Além disso, sensação de formigamento, queimação e dor em uma parte do corpo do indivíduo também fazem parte desse sintoma.

  • Problemas visuais, são eles:

A diplopia, que é quando o paciente apresenta visão dupla e também a visão embaçada.

  • Fadiga ou cansaço:

A fadiga é aquela sensação de cansaço extremo após realizar uma tarefa, no portador de ME a fadiga aparece após o indivíduo realizar uma tarefa física simples e mesmo assim fica muito cansado.

  • Problemas na fala, que são:

Problemas de tremedeira na voz, arrastando as palavras ao falar e fala lenta, além da disfagia que é a dificuldade ao engolir certos tipos de alimentos como sólidos, líquidos e pastosos.

  • Problemas de coordenação motora e equilíbrio:

Os tremores, vertigens, náuseas, debilidade no andar, e perda de equilíbrio são os sintomas que aparecem na coordenação motora e equilíbrio.

  • Problemas relacionados a sexualidade:

No geral, o desempenho no ato sexual cai, nos homens aparece a disfunção erétil e nas mulheres a vagina fica menos lubrificada além de comprometer a sensibilidade do períneo

Tratamentos da esclerose múltipla.

Antes de qualquer coisa, assim que aparecer uma suspeita de sintomas de esclerose múltipla, o indivíduo deve procurar um profissional, no caso, um médico neurologista.

Os tipos de tratamentos são diversos e buscam diminuir as inflamações causadas pela doença assim como melhorar a qualidade de vida do paciente, já que ele sofrerá com cansaço e fadiga.

Vamos aos tratamentos sintomáticos da esclerose múltipla:

Neuroreabilitação.

Em conjunto ao tratamento feito com medicações está o tratamento focado na neuroreabilitação, que ajuda a reduzir desde os espasmos até os sintomas de depressão e muitos outros. É muito importante que esse tipo de tratamento seja feito, pois incluso nele estão a neuropsicológica, fisioterapia, psicologia, terapia ocupacional, neuro visão, fonoaudiologia e arte terapia.

Novos medicamentos como:

Medicações de vias orais.

Deve ser lembrado que os medicamentos que serão colocados aqui ainda estão em estudo sobre quais os tipos de efeitos colaterais podem causar, mas eles já apresentam uma grande melhora da redução dos sintomas, proporcionando uma melhora crescente na qualidade de vida.

Os medicamentos são: O fingolimode, que já está presente no SUS, laquinomod, teriflunomide, fumarato e cladribina.

Anticorpos monoclonais.

Esse tipo de medicamento vem sendo testado em pacientes com esclerose múltipla, mas seu uso é mais comum em pessoas com reumatismo, um deles é o Natalizumabe, que ganha destaque por ter começado a ser produzido atualmente com foco em casos de esclerose múltipla.

É um medicamento poderoso indicado para os casos graves dessa doença.

As terapias de apoio e seus complementares.

Voltando aos tipos de terapias, as terapias de apoio e seus complementares são as do tipo que ajudam no tratamento diário, focado na melhora da qualidade de vida também, listando algumas, são elas: psiquiatria, medicina preventiva e urologia.

Transplante de células tronco autólogas.

É um processo complicado, pois o transplante de células-tronco é o chamado, tratamento de imunossupressão com altas doses, na qual é quase que interrompido por completo o trabalho do sistema imunológico, onde este está atacando o organismo que deveria defender.

Esse procedimento acontece para que ao ser realizado com sucesso o transplante, o paciente tenha a possibilidade de com as células tronco, produzir ou construir totalmente um novo sistema imunológico.

É realmente um procedimento complicado, pois esse processo pode levar o indivíduo a morte, além sistema imunológico novo ser muito fraco e possibilitar uma brecha para várias infecções, sendo assim, esse processo é tratado como sendo de exceção.

Deve-se ser dito também que o processo de TACT (transplante de células tronco hematopoiéticas) não cura a esclerose múltipla.

Sendo assim, para que você tenha uma vida saudável, é de extrema importância que vá ao médico regularmente a fim de, se tiver sintomas dessa doença, comece o tratamento o mais cedo possível, possibilitando uma vida mais tranquila no futuro.

Você pode saber mais sobre esclerose múltipla acessando o link da Abem (Associação Brasileira de esclerose múltipla) e se quiser, deixe uma mensagem contando se teve ou tem alguém na família com esse problema, pois sua experiência poderá ajudar outros que possam vir a sofrer com essa doença também. Compartilhe se achar que esse artigo o ajudou e assim você estará mais uma vez ajudando a outros.

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