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Causas, sintomas e tratamentos para a Síndrome de Stevens-Johnson

Síndrome de Stevens-JohnsonA síndrome de Stevens-Johnson é uma desordem rara, mas muito séria, que afeta a pele, os genitais e os olhos. A mucosa ou membrana mucosa também é atingida, sendo essa um tecido de revestimento interno que está presente em diversas partes do corpo, como no sistema digestivo (da boca ao ânus), nos órgãos reprodutores e nos globos oculares.

Essa doença é geralmente causada por uma reação adversa e imprevisível a determinados medicamentos, mas em alguns casos ela pode ser motivada por uma infecção. Na maiorias das vezes, os primeiros sinais da síndrome de Stevens-Johnson se parecem com a gripe, seguido de erupções na pele que se espalham e formam bolhas.

A pele afetada acaba morrendo e descascando. A síndrome de Stevens-Johnson é uma emergência médica que necessita cuidados no hospital, muitas vezes de forma intensiva. O tratamento visa identificar a causa, controlar os sintomas e evitar possíveis complicações.

Causas da Síndrome de Stevens-Johnson

Em crianças, a síndrome de Stevens-Johnson é geralmente desencadeada por uma infecção viral, tais como:

  • Caxumba;
  • Gripe;
  • Herpes;
  • Vírus de Coxsackie, que causa adoença de Bornholm;
  • Vírus Epstein-Barr, que causa a febre glandular.

Infecções bacterianas também podem ser o motivo da síndrome de Stevens-Johnson, mas são menos comum. Já no caso dos adultos, essa desordem é motivada na maiorias das vezes por uma reação adversa à uma medicação. Os medicamentos associados a um alto risco da síndrome de Stevens-Johnson são:

  • Carbamazepina;
  • Alopurinol;
  • Lamotrigina;
  • Sulfadoxina;
  • Sulfafurazol;
  • Fenitoína;
  • Sertralina;
  • Tenoxicam;
  • Fenobarbital;
  • Nevirapina;
  • Meloxicam;
  • Piroxicam;
  • Tenoxicam.

Devido ao alto risco associado a síndrome de Stevens-Johnson, os médicos são aconselhados a considerar de maneira cuidadosa a utilização dos medicamentos acima descritos, especialmente se existir alternativas mais seguras.

Além desses, há outros medicamentos que também podem causar a síndrome de Stevens-Johnson, mas com um risco significativo menor. Dentre os quais incluem:

  • Diclofenaco;
  • Indometacina;
  • Etodolaco;
  • Sulindaco;
  • Amoxicilina;
  • Bacampicilina;
  • Cefaclor;
  • Cefalexina;
  • Cefapirina;
  • Cefuroxima;
  • Azitromicina;
  • Claritromicina;
  • Eritromicina;
  • Roxitromicina;
  • Ciprofloxacina;
  • Levofloxacina;
  • Norfloxacino;
  • Ofloxacina;
  • Doxiciclina;
  • Metaciclina;
  • Minociclina.

É importante que você compreenda que a síndrome de Stevens-Johnson é rara, o risco de desenvolver essa doença é muito baixo, mesmo que você faça uso de algum dos medicamentos de alto risco.

Sintomas da síndrome de Stevens-Johnson

Irritações e dor na pele são os sintomas mais comuns da síndrome de Stevens-Johnson. No entanto, durante os estágios iniciais, os sintomas podem incluir:

  • Indisposição geral;
  • Febre alta (acima de 38° C);
  • Dores de cabeça;
  • Dores nas articulações;
  • Tosse.

Após os sintomas inicias, você pode apresentar:

  • Inchaço da língua;
  • Dores e irritações na pele;
  • Inchaço facial;
  • Erupções vermelhas na pele, que se espelham pelo corpo dentro de horas ou dias;
  • Bolhas na pele e/ou nas mucosas da boca, nariz, olhos e genitais;
  • Pele descascando.

Fatores de risco

Há alguns fatores que podem aumentar a chance do desenvolvimento da síndrome de Stevens-Johnson, que incluem:

  • Infecções virais (herpes, hepatite, aids, etc);
  • Sistema imunológico enfraquecido;
  • Histórico familiar da síndrome de Stevens-Johnson.

Diagnóstico da síndrome de Stevens-Johnson

A síndrome de Stevens-Johnson deve ser diagnosticada por um médico dermatologista. O diagnóstico é normalmente baseado em uma combinação de:

  • Observação dos sintomas;
  • Exame físico;
  • Histórico médico (incluindo qualquer medicamento que você tomou recentemente).

Para confirmar o diagnóstico primário, uma pequena amostra de sua pele pode ser removida (biópsia) para que essa seja analisada em laboratório.

Tratamento da síndrome de Stevens-Johnson

Se houver indícios que você esteja com a síndrome de Stevens-Johnson, você será encaminhado imediatamente para um hospital. Sem tratamento, os sintomas irão se agravar podendo incidir em risco de vida.

O primeiro passo para o tratamento é cessar o uso de qualquer medicamento que possa estar causando a síndrome de Stevens-Johnson. No entanto, às vezes pode ser difícil determinar qual medicação é o problema, nesse caso, será recomendado que você pare de tomar todos os medicamentos não essenciais.

O tratamento para o alívio dos sintomas pode incluir:

  • Compressas úmidas e frescas mantidas sobre a pele (a pele morta deve ser removida suavemente, sendo que curativos devem ser feitos na área “crua” da pele);
  • Analgésicos (fortes);
  • Transfusão de fluídos (você pode receber líquidos e nutrientes através de um tubo que vai do seu nariz até o seu estômago);
  • Antibióticos (se houver suspeita de envenenamento do sangue);
  • Colírio ou pomadas oculares (para sintomas relacionados com os olhos);
  • Bochechos contendo anestésicos e/ou antissépticos (para os sintomas relacionados à boca).

Uma vez que a síndrome de Stevens-Johnson foi identificada e tratada com sucesso, os sintomas irão desaparecer. A nova pela irá começar a crescer após alguns dias.

Complicações

Como a síndrome de Stevens-Johnson afeta gravemente a pele e as membranas mucosas, uma série de complicações podem ocorrer, que incluem:

  • Mudanças na pele (cicatrizes, tons e colorações diferentes);
  • Envenenamento do sangue (sepse);
  • Problemas de funcionamento dos órgão internos;
  • Problemas oculares (perda parcial da visão, olhos secos e cegueira);
  • Problemas nos órgãos genitais (estenose vaginal e cicatrizes).

Como prevenir a síndrome de Stevens-Johnson?

Se a síndrome de Stevens-Johnson tiver sido causada por uma reação adversa a um medicamento, você deve cessar o uso do mesmo e de outros medicamentos similares. É indicado que os outros membros da sua família também evitem os medicamentos em questão, pois pode haver uma susceptibilidade genética para o problema.

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Um Comentário

  1. Luciana Inforsari

    Sou sobrevivente de SSJ. Em agosto de 2017 completa 29 anos que desenvolvi a síndrome.
    A recuperação é lenta e dolorosa. Tenho sequelas nos olhos, não tenho unhas e descobri que tenho aderências múltiplas em todos os órgãos internos.
    Necessitamos divulgar mais essa doença para que as pessoas não vieram o risco se auto medicando.
    Parabéns pelas explicações!

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