• Publicidade

Resistência insulínica: porta de entrada para a diabete

A resistência insulínica é uma condição que dificulta a assimilação pelo organismo do hormônio insulina, produzido pelo pâncreas e responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue. Se não tratada, a resistência insulínica pode levar à diabetes, doença crônica para a qual não existe cura.

Neste artigo, trataremos com mais detalhes esse assunto. Para começar, vamos entender as causas da resistência insulínica.

O que é a resistência insulínica e quais as suas causas?

A resistência insulínica desenvolve-se por fatores genéticos ou pelo ganho de peso devido à má alimentação. Pessoas cujos pais, avós ou tios são diabéticos possuem maiores chances de desenvolver o problema, já que ele é transmitido hereditariamente. No entanto, mesmo pessoas sem antecedentes na família podem acabar, em algum momento de suas vidas, apresentando a resistência insulínica devido a maus hábitos alimentares, como o consumo em excesso de doces, refrigerantes e alimentos açucarados em geral. O motivo é simples: quanto mais glicose no sangue, mais insulina o pâncreas terá de produzir. Quanto mais insulina, maior a tendência de as células resistirem ao seu excesso.

 

A insulina, como mencionado na introdução deste artigo, é o hormônio responsável pelo controle dos níveis de glicose no sangue. A glicose é um carboidrato que está presente em diversos alimentos que comemos diariamente. Quando ela é assimilada pelas células, é transformada em energia, daí a sua importância. O hormônio insulina tem um papel fundamental nesse processo ao facilitar a entrada da glicose nas células.

O problema da resistência insulínica é justamente o fato de que, se a glicose não consegue entrar nas células, a produção de energia diminui muito, o que gera diversos sintomas típicos da diabetes. A resistência insulínica, no entanto, é assintomática, visto que, por produzir o hormônio em grandes quantidades, o pâncreas ainda consegue dar conta das altas taxas de glicose. Os sintomas surgem quando o órgão para de produzir a insulina.

A diabetes tipo 2

A resistência insulínica é o estágio inicial da diabetes tipo 2, que pode se arrastar por meses ou anos. Se a pessoa que se encontra nesse estágio não muda seus hábitos, as células pancreáticas das unidades secretoras de insulina, conhecidas como ilhotas de Langerhans, param de funcionar, ou seja, cessa a produção de insulina. Assim começa a diabetes tipo 2, doença crônica incurável que só pode ser tratada através da administração diária de insulina suplementar (injetável), a qual é atualmente produzida por bactérias geneticamente modificadas.

Como é o tratamento da resistência insulínica?

A resistência insulínica é muitas vezes desenvolvida devido à obesidade. Portanto, o tratamento mais eficaz para a reversão desse quadro é a perda de peso. Isso se dá por meio da reeducação alimentar e prática de atividades físicas. É recomendada, sobretudo, uma dieta de baixo carboidrato, evitando o consumo exagerado de alimentos ricos em glicose. O tratamento, idealmente, é feito com o acompanhamento de endocrinologista e nutricionista.

Dicas de dieta para reverter ou prevenir a resistência insulínica

Felizmente, a resistência insulínica pode ser, para aqueles que possuem tendência, prevenida e, para os que já a apresentam, revertida através da adoção de uma alimentação saudável. Confira as dicas abaixo:

  1. Diminua ao máximo o consumo de doces e refrigerantes: 

    Esses alimentos são ricos em açúcar refinado. O açúcar (sacarose) é uma combinação de frutose e glicose. Por isso, seu consumo em excesso exige que o pâncreas produza cada vez mais insulina. Isso eventualmente causa a resistência a esse hormônio. Para os que já apresentam resistência insulínica, o consumo desses alimentos só agrava o problema e conduz à diabetes.

  2. Evite o consumo de batatas: 

    Definitivamente, chega de lanches no McDonald’s. Por mais que você peça a opção diet de refrigerante (zero açúcar), as porções de batata-frita ainda possuem uma quantidade muito alta de glicose, agravando a resistência insulínica. Sem falar no pão branco daquele seu Big Mac.

  3. Troque o pão branco pelo pão integral: 

    A vantagem do pão integral sobre o pão branco é que ele libera as moléculas de glicose de forma mais lenta, evitando assim picos de elevação glicêmica. Ou seja, enquanto o pão branco libera o carboidrato de uma vez só, aumentando subitamente os níveis de glicose no sangue (e exigindo mais do pâncreas), o pão integral libera aos pouquinhos, dando tempo para que o órgão produza a insulina necessária.

  4. Considere aderir à dieta de South Beach: 

    Desenvolvida pelo médico cardiologista Arthur Agatston, essa dieta dá ênfase para o consumo de bons carboidratos. Ela é dividida em 3 fases e é indicada tanto para a perda de peso quanto para a reversão da resistência à insulina. A fase 1 dura apenas 14 dias. Baseando-se em uma lista de alimentos permitidos e proibidos, acaba, nesse período de tempo, com o problema da resistência insulínica.

Resistência insulínica é, portanto, uma condição que acomete diversas pessoas devido a fatores genéticos, obesidade e sedentarismo. Se não tratada a tempo, ela leva ao desenvolvimento da diabetes. Para revertê-la é necessário adotar um estilo de vida saudável, com uma dieta de baixo carboidrato e exercícios físicos regulares. Veja aqui: Controle a Diabetes Funciona Mesmo?

Se você gostou deste artigo, compartilhe com seus amigos e familiares, curta nossa página no Facebook e deixe seu comentário!

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta

  • Publicidade