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O que você precisa saber sobre a Insulina?

A insulina é um hormônio natural produzido pelo pâncreas que regula os níveis de glicose (açúcar) no sangue. Pessoas com diabetes tipo 2 sofrem com a deficiência da produção desse hormônio e, consequentemente, os níveis de glicose no sangue atingem valores muito altos, o que pode levar essas pessoas à morte. Felizmente, a insulina injetável é oferecida gratuitamente pelo SUS e por muitas farmácias, auxiliando assim no controle da glicose e impedindo o desenvolvimento da hiperglicemia.

Neste artigo, explanaremos mais detalhadamente o assunto, abordando tópicos essenciais para a compreensão da importância desse hormônio para o nosso organismo. Vamos começar entendendo o que é exatamente a insulina.

O que é insulina?

Insulina: hormônio suplementar para diabéticos

Medidor de glicose e seringa de insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas, glândula mista que é responsável também pela produção do suco pancreático, que auxilia no processo de digestão, e do glucagon. Enquanto o suco pancreático é liberado por unidades glandulares conhecidas como ácinos pancreáticos, o hormônio de que tratamos é liberado pelas ilhotas de Langerhans, as quais foram descobertas, em 1896, por um biólogo alemão chamado Paul Langerhans, daí o nome.

O hormônio tem como função baixar os níveis de glicose no sangue. A glicose (C6H12O6) é um carboidrato que serve para nossas células como uma importante fonte de energia. Ela está presente em diversos alimentos, tais como: arroz, feijão, batata, milho, bolos, pudins, refrigerantes etc. O açúcar refinado, comum em tantos doces, nada mais é do que sacarose, uma combinação de frutose e glicose. O consumo em excesso de açúcar pode levar ao desenvolvimento da diabetes.

O problema, no entanto, não é a glicose demais, mas sim seus níveis elevados no sangue. A insulina favorece a passagem da glicose para o interior das células onde ela será transformada em energia (ATP). Sem o hormônio, a glicose não entra com facilidade nas células e o indivíduo torna-se deficiente na produção de energia, elemento essencial para o funcionamento de todo o organismo. Por esse motivo, um dos sintomas da diabetes é o cansaço.

Resistência à insulina e diabetes

Muitas pessoas, por fatores genéticos ou pelo consumo excessivo de açúcar, apresentam resistência ao hormônio. Como já foi dito, essa condição impede que a glicose entre com facilidade nas células, levando ao aumento dos níveis do carboidrato no sangue. Na diabetes tipo 2, se a pessoa com resistência insulínica não muda seus hábitos, passando a ter uma alimentação mais saudável e aderindo à pratica de atividades físicas, as células das unidades secretoras desse hormônio (ilhotas de Langerhans) param de funcionar e se extinguem. Quando isso ocorre, a pessoa passa a ser dependente da insulina injetável.

Como a insulina suplementar é produzida?

Vamos voltar um pouco no tempo, para o dia 27 de julho de 1921. Toronto, Canadá. Dois pesquisadores conseguem, pela primeira vez e após muitas tentativas fracassadas, isolar a insulina. A partir de então, a diabetes, que naquela época só podia ser controlada à base de jejuns e dietas pouco calóricas, pôde ser tratada a partir de injeções diárias do hormônio, que passou a ser produzido em escala industrial.

Antigamente, o hormônio era extraído do pâncreas de bois e porcos. Em seguida, ele passava por um tratamento com enzimas que o convertia em insulina humana. Para se obter 4,5kg do hormônio, no entanto, era necessário o abate de 250 mil porcos.

Para resolver esse problema, em 1978, produziu-se o hormônio, pela primeira vez, com o uso de bactérias geneticamente modificadas. A comercialização da substância deu-se a partir dos anos 80. O processo de produção do hormônio através de bactérias se dá da seguinte forma: os plasmídeos (moléculas extracromossômicas de DNA) de uma cultura de bactérias são removidos e, em seguida, ligados com pedaços do DNA humano responsável pela produção do hormônio. O denominado “DNA recombinante” é então posto em um meio de cultura juntamente com as bactérias que tiveram o plasmídeo removido. Elas então são capazes de incorporar os plasmídeos modificados e, a partir daí, passam a produzir insulina humana.

Tipos de insulina

São basicamente 4 os tipos do hormônio:

  1. Insulina de ação rápida
  2. Insulina de curta duração
  3. Insulina de ação intermediária
  4. Insulina de ação prolongada

Existem também as insulinas mistas, as quais contam com dois tipos do hormônio em sua composição, em porcentagens predefinidas.

Efeitos colaterais do uso contínuo da insulina suplementar

Alguns efeitos colaterais sentidos por algumas pessoas no uso do hormônio de origem animal são alergias e imunoresistência. Este último tem a ver com o estranhamento do próprio organismo à substância. Querendo ou não, ele não é exatamente igual ao hormônio produzido naturalmente pelo pâncreas humano. Isso leva a certas reações imunológicas.

A insulina é, portanto, um hormônio essencial para o controle dos níveis de glicose no sangue. Sua deficiência pode ser corrigida com o uso contínuo do hormônio suplementar de origem animal ou produzido por bactérias. Pessoas com diabetes apresentam deficiência na produção do hormônio ou produção nenhuma do mesmo, o que pode leva-las à morte caso não façam uso da insulina injetável.

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