• Publicidade

Hanseníase – Causas, sintomas e tratamentos

A Hanseníase é uma doença infecciosa que pode ser transmitida de pessoa para pessoa. Sua origem é derivada de uma bactéria chamada Mycobacterium Leprae ou Bacilo de Hansen. Bastante antiga, era chamada nos primórdios de seu aparecimento de Lepra. Por muitos anos foi considerada incurável e envolvia o isolamento dos pacientes, tanto de parentes, quanto amigos e da sociedade em geral. Hoje não é mais assim e a Hanseníase se tornou facilmente tratável, com medicação disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Neste artigo, iremos explicar um pouco melhor o que é a doença, quais são suas formas de prevenção e de tratamento. Confira!

O que é a Hanseníase

Pessoa portadora de hanseníase

A Hanseníase é uma doença milenar e teve seus primeiros registros na China, há mais de 4 mil anos. Muito comum em países super populosos, é considerada uma doença contagiosa, por ser facilmente transmitida para quem têm contato prolongado com infectados. Porém, é importante ressaltar que a doença só é passada de pessoa para pessoa quando há o compartilhamento de saliva ou o convívio intenso com o paciente. Já o toque na pele não é o suficiente para haver a transmissão. Além do mais, a partir do momento em que a medicação correta for ministrada, o risco de contágio não é mais iminente.
A Hanseníase é bem característica e lembrada especialmente por causar lesões na pele, que podem ser brancas, avermelhadas ou escuras, dependendo da genética de cada paciente. O grande risco da doença é quando não tratada, pois pode levar à invalidez e deformações em algumas partes do corpo. Por isso, é essencial procurar um médico logo nos primeiros sintomas. Existem duas classificações da Hanseníase. São elas:

  • Paucibacilar: Quando há até cinco lesões na pele.
  • Multibacilar: Quando há mais do que cinco lesões na pele.

Sintomas gerais da doença – Fique atento!

Os sintomas da hanseníase são bem próprios da doença, o que a torna facilmente detectável por médicos e até mesmo pelos pacientes. Vamos citar os principais:

  • As lesões: Como foi dito, um dos principais sintomas da Hanseníase é o aparecimento de lesões na pele do paciente. Elas podem ser grandes ou pequenas e são bem características da doença, pois costumam vir com a insensibilidade no local. Ou seja, a pessoa deixa de sentir o toque no lugar onde há essa mancha. Também é bem comum a dormência e a perda de pelos na região.
  • Em fases mais agudas, onde não há o tratamento adequado, começam os sintomas mais severos, como perda da de força muscular na região das manchas, incapacidade física e até mesmo caroços nas orelhas, mãos e/ou cotovelos.

Como prevenir a hanseníase

Uma das poucas formas de prevenção da Hanseníase é ministrar a vacina Mycobacterium bovis BCG, que deve ser indicada por um médico, especialmente quando há o contato com um paciente infectado. Porém, ela não exclui por completo a chance de desenvolver a doença. Também é importante fortalecer o sistema imunológico com uma alimentação saudável e a prática de exercícios, pois isso diminui o risco de contágio. De forma geral, o melhor conselho é procurar um médico em caso de suspeitas, pois só ele poderá decidir qual a melhor opção de tratamento ou de prevenção. Jamais se automedique.

O tratamento – Esclarecendo dúvidas gerais sobre ele

Após o aparecimento dos sintomas, é necessário ir até o médico para que ele faça exames e descubra se há realmente a doença instalada. Dada a confirmação, haverá o devido tratamento, que depende muito do grau do problema. De forma bastante geral, o que podemos dizer é que os medicamentos são gratuitos e devem ser ministrados de acordo com o que o médico receitar, variando muito entre 6 meses a um ano de terapia, podendo envolver esteroides para ajudar a recuperar os tecidos corrompidos, além do antibiótico capaz de eliminar a bactéria do organismo.
A hanseníase tem cura e pode ser facilmente controlada. Como dissemos logo no início do artigo, após a primeira dosagem do remédio, o paciente não tem mais o poder de transmitir a doença, sendo liberado para convívio normal em sociedade e em casa.
Quanto aos parentes mais próximos, pode ser necessária a realização da introdução de medicamentos preventivos ou mesmo exames que confirmem ou não o contágio Por isso, é essencial que todos os membros da família compareçam ao hospital e relatem ao médico responsável o grau de proximidade com o paciente.
Já a vacina é mais indicada pra prevenção do que para de fato tratar a doença. Mesmo em casos de suspeita, é possível que o médico opte por outro tipo de intervenção no lugar da BCG.

Gostou do artigo? Curta e compartilhe com seus amigos, ajudando a trazer informações de qualidade e promover o esclarecimento da população sobre essa doença que, apesar de tratável, precisa ser diagnosticada o quanto antes para evitar sequelas graves.

Adicionar a favoritos link permanente.

Deixe uma resposta

  • Publicidade